Ela não tenta se equilibrar. Vive num aparato que já vem assim — uma perna de um jeito, outra de outro. Um olho vendo uma coisa, o outro vendo de outra perspectiva.
Não é defeito. É o jeito dela.
Carrega coroa, vestido, gola. Mas escolhe não se compor.
Tem alguma coisa de palhaça, de rainha, de criança que se vestiu sozinha pela primeira vez. Tem o caos como matéria — e dentro do caos, encontra forma.
Peça única, feita à mão por Gunin. Acompanha poema autoral.
Ficha técnica Ticha técnica
Rosto e mãos Paperclay modelado à mão, pintado com acrílica, aquarela, giz pastel seco e grafite.
Corpo e pernas Algodão cru, costurado e pintado à mão.
Roupas Algodão, linho, tricô de algodão e tecidos garimpados — veludo, seda e outros achados raros.
Coroa Papel artesanal, folha de ouro, betume e goma-laca indiana, finalizada com verniz.
Acabamento Cada detalhe foi pintado, costurado e montado à mão no ateliê da Toca, na Chapada Diamantina.
Altura aproximada: 60cms x 28cms Peça única — não há outra igual.
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