Tem coisas que a gente carrega por dentro que não cabem em foto.
A Toca do Buraco da Agulha nasceu disso — da necessidade de dar forma ao que não tem nome ainda.
Sou Gunin. Artista, bonequeira, metida a poeta. Crio em tecido, paperclay e madeira. Cada peça que sai daqui levou entre 60 e 120 horas de mãos ocupadas — e carrega um estado que existiu e precisava de corpo.
Vivo na Chapada Diamantina, que é parte do campo que me alimenta. Crio no caos — em espiral, sem conexão aparente — até que tudo colapsa em forma.
Há 10 anos faço isso. Mais de 150 peças criadas. Algumas foram para a Bélgica, o Canadá, Los Angeles. Todas saíram daqui carregando algo que não cabia em mais nenhum lugar.
Os habitantes da Toca não são decoração. São testemunhas do que você estava vivendo por dentro.